Decifrando o hábito de se exercitar

Não sei se você já se flagrou fazendo coisas sem a menor ideia de como começou. Talvez você possa estar pensando: sou muito distraído ou estúpido. Estou aqui para lembrá-lo de que não se trata disso (possivelmente!) e sim em razão de que 95% de toda a nossa atividade cerebral não é consciente, ou seja, nosso inconsciente controla  muitas coisas pelas quais acreditamos ter o controle “consciente”. Então, o fato de você não saber como começou a fazer o que estava fazendo apenas prova a ação do inconsciente.

Você pode estar aí se perguntando agora: qual a relação entre a ação do inconsciente e o fato de ser sedentário? Vamos considerar que você sabe da importância do exercício e gostaria de se exercitar, no entanto, é possível que tenha respondido a si mesmo de algumas maneiras: “Eu não comecei a me exercitar porque sou preguiçoso”  ou ainda “Desisti no segundo mês da academia porque estou desmotivado”. Embora possa existir alguma “verdade” em ambas as afirmações, elas não explicam toda a questão. Sabe porquê? É possível que realize uma série de coisas sendo uma pessoa “preguiçosa” ou “desmotivada”, tais como pegar o metrô para ir ao trabalho ou pegar seu filho na escola. Todas essas atividades tem em comum alguns elementos: gatilho, rotina e recompensa. Então faço o convite a você: de aprender  o que a ciência já sabe sobre como construir um hábito e como é possível usar essas informações a seu favor.

Antes de explicar os elementos em comum nas atividades que comentei a pouco, quero também compartilhar uma importante notícia para você: seu cérebro não faz a menor diferença entre o que seria um hábito bom ou ruim.  Dito isso, gostaria de fazer um segundo convite: pare de se torturar por não ter ainda adquirido o hábito de se exercitar regularmente. A decisão de começar a se exercitar é claramente consciente , porém a consolidação do hábito vai requerer a “automação” de alguns ações até que não precise pensar e decidir sobre elas. O que quero dizer com isso? Que sua mente inconsciente está apenas fazendo o trabalho dela, ou seja, a manutenção do sedentarismo não requer esforço algum enquanto que a prática  regular do exercício vai precisar de todo planejamento e comprometimento até que se torne automático.

Então, vamos esclarecer agora os elementos esseciais do hábito: gatilho, rotina e recompensa e, principalmente, como usar essa informação a seu favor? O gatilho (pode ser uma emoção, sons, horários, coisas do seu ambiente etc) diz para seu cérebro que pode entrar no modo automático, isto é, ele determina qual hábito deve ser ativado. Em um dos exemplos dados, vamos imaginar que o “gatilho” para o pai buscar o filho da escola foi o café servido na empresa às 17:30 que acionou  arotina, ou seja,   movimento de se fechar seu laptop, se despedir dos colegas e sair do trabalho. Portanto,  sua recompensa é encontrar seu filho esperando-o na saída da escola. O pai não precisou pensar muito após algumas vezes que ficou encarregado da tarefa.  Do mesmo modo, é importante que você possa identificar quais são seus gatilhos, rotinas e recompensas para continuar sedentário e, aos poucos, ir  identificando o que pode funcionar para você para se tornar uma pessoa ativa. Não é uma questão moral de ser ou não preguiçoso e sim de ser capaz de construir um novo hábito! Destaco que é um processo que leva um tempo e aprender a respeitar a si mesmo já é uma parte essencial para ter o sucesso que tento deseja. Jamais deixe de acreditar que é capaz.  No próximo post, vou explicar para você é o que verdade e mito sobre desenvolver o hábito em 21 dias.

Adna Rabelo – Psicóloga

CRP 05/48233

Você também pode ter acesso a este texto pelo link: //blogformulaacademia.com.br/decifrando-os-habitos-pt2/

 

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